sexta-feira, 30 de maio de 2008

Participação do II Simpósio Internacional de Educação na ULbra - Campus Torres

De repente pode parecer inadequado vir até meu diário da Especialização falar sobre a minha participação como ouvinte no II Simpósio Internacional de Educação, na ULbra, em Torres, mas o que vivenciei hoje no turno da tarde em uma Mesa Temática abalou-me profundamente. Ao receber a programação fui logo procurando temas que pudessem enriquecer minha atuação como professora, diretora e tutora. Localizei a professora Iole Maria Faviero Trindade (UFRGS) como responsável pelo Mini Curso "Múltiplas práticas de Alfabetização e Alfabetismos"- Um olhar dos Estudos Culturais, e o escolhi. Então, hoje pela manhã e parte da tarde vivenciei uma experiência muito enriquecedora com esta professora. Com ela pude refletir sobre os diferentes métodos, psicogênese e letramento, meios pelos quais a alfabetização foi conduzida e desenvolvida até então. Porém a tarde, a experiência vivida na Mesa Temática não foi tão "saborosa". A Mesa Temática abordava experiências de Professores em EAD, e aí o motivo de minha escolha, participar de discussões sobre este tema que está tão presente em minha vida, neste momento. Lá encontrei minha colega Tutora de Sede Denise Severo, o que me alegrou muito, uma professora da UNESC, uma da UFPEL e uma pós doutoranda de São Paulo. As três primeiras professoras citadas apresentaram relatos de atividades realizadas a distância, mereço destacar que a colega Denise Severo ap0resentou ao grupo desta Mesa Temática, o seu trabalho como professora e tutora de sede no Pólo de São Leopoldo destacando a atividade de "avaliação", o ambiente virtual utilizado(Rooda), suas funcionalidades e toda a estrutura do PEAD. Após a presentação da colega Denise a professora Marcia Lopes dos Reis, pós-doutoranda de São Paulo, apresentou um projeto de pesquisa por ela elaborado, questionando a subjetividade do sujeito (professor) frente ao uso das novas tecnologias. Dentre seus argumentos ela colocou que vê a educação a distância como a amplificação do que já é ruim no presencial, que a EAD veio como forma de massificação do saber, ou seja uma forma de promover a educação em massa, que não existe nada que substitua um olhar, pois ela é professora de uma Universidade em São Paulo, onde em uma sala de aula ela tem entre 80 e 89 alunos, mas acredita que ainda assim o ensino é melhor....Eu e a Denise tivemos um passageiro mal-estar, mas fizemos o que estava em nosso alcance para defender o PEAD, colocando que nossos alunos são muito acompanhados, que a UFRGS vem proporcionando uma forte estrutura para conduzir este Projeto. Não temos um curso de apostila, e sim um curso onde em cada pólo, os alunos são acompanhados por três tutores no pólo, mais ou menos 10 tutores na sede e um professor para cada interdisciplina, on line.....com retornos muitas vezes imediatos....Sentimos que a professora foi muito bem aplaudida, muitos ainda solicitaram o se email: malo.reis@uol.com.br, jamais esquecerei....
Com mais esta experiência, ainda pude vivenciar e perceber que a EAD ainda é vista com muitos preconceitos.... Mas vale dizer, que comentei esta experiência com alguns alunos do curso, e eles disseram que foi uma pena não estarem lá para colocar suas experiências e o que estão vivendo....